fevereiro 24, 2004

Recordando o Zeca

Fez ontem 17 anos que o Zeca nos deixou.
Recordo com profunda saudade alguns episódios...

Conheci o Zeca, antes do 25 de Abril, em Praias-Sado, quando ali organizámos um espectáculo de Canto Livre onde também participaram o padre Fanhais, o Samuel, o Carlos Alberto Moniz e a Maria do Amparo.

Já em período de Liberdade encontrávamo-nos no café Tamar, agora transformado em dependência bancária como muitos outros de Setúbal e de outras cidades e vilas.

Em Outubro de 1975, houve uma reunião no hotel Ritz, para preparar a edição de um trabalho jornalístico que seria o arranque do livro Acuso, da autoria de um primo do Zeca, de nome Cerqueira. O Zeca telefonou-me e lá fui para receber a missão.

Em 1976, quando foi preciso gravar uma mensagem do Zeca para ser passada nas comemorações do 25 de Abril, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, ele, que se “refugiara” em S. Francisco, no concelho de Santiago do Cacém, acedeu ao pedido na condição de ser eu e a minha irmã Fátima a irmos lá “onde apenas se ouviam os cucos” para fazer a gravação, o que me deixou vaidoso, pela confiança que depositava em nós.

Do Círculo Cultural de Setúbal e do “pub” Fora-de-Moda, os seus amigos recordam-se.

http://maiorqueopensamento.grupos.com.pt/2004/02/o_dia_z.php

Publicado por dizerbem em fevereiro 24, 2004 10:14 PM
Comentários

Acredito que os relatos anteriores sejam para ti um grande motivo de orgulho. Há recordações que são privilégios raros e que convém preservar.

Afixado por: Luís C em fevereiro 25, 2004 11:37 AM